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ESTUDO X
AS NATUREZAS
HUMANA
E ESPIRITUAL,
SEPARADAS E DISTINTAS
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Falsos
conceitos comuns.
— A Natureza Terrestre ou Humana e a Celestial
ou Espiritual.
— Glória Terrestre e Glória Celestial.
— Testemunho da
Bíblia tocante aos Seres Espirituais.
— Mortalidade e Imortalidade.
— Podem os Seres Mortais ter Vida Eterna?
— Justiça na concessão
dos favores.
— Um suposto Princípio examinado.
— A variedade na Perfeição.
— Os direitos soberanos de Deus.
— A provisão de Deus
para o homem é satisfatória.
— A eleição do corpo de Cristo.
—
Como será efetuada a
transformação da Natureza deles.
[201] |
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NÃO
PODENDO discernir que o plano de Deus para toda a humanidade tem por
interesse a restituição ou a restauração ao seu primeiro estado, ou
seja, à perfeição humana perdida no Éden, e que somente a Igreja cristã,
sendo uma exceção a este plano geral, obterá uma mudança de natureza,
a humana pela espiritual, muitos cristãos são de opinião que ninguém
se salvará a menos que não alcance a natureza espiritual.
Entretanto,
ainda quando as Escrituras asseguram promessas de vida, de bênção e de
restauração a todas as famílias da Terra, somente à Igreja escolhida
durante a Idade Evangélica oferecem e prometem a transformação à
natureza espiritual; e não se pode encontrar nenhuma passagem que
alimente tal esperança em prol de outros. |
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Se
fossem salvas as massas da humanidade da degradação, debilidade, dor,
miséria e morte que resultam do pecado, e se fossem restauradas à condição
de perfeição humana desfrutada antes da queda, estariam tão real e
totalmente salvos dessa queda como aqueles que, sob a especial “vocação
celestial” da Idade Evangélica, serão feitos “participantes da
natureza divina”.
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| O que é um homem perfeito? 
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A
falta do verdadeiro entendimento do que constitue um homem perfeito, a má
interpretação das palavras mortal e imortal e as falsas idéias de justiça,
tudo junto tem contribuído a este erro, e tem obscurecido muitas partes
das Escrituras que de outro modo seriam entendidas com facilidade.
É
uma opinião comum, ainda quando não está apoiada por nenhum texto da Bíblia,
que nunca existiu um homem perfeito sobre a terra; que tudo o que vemos
dele sobre a terra é somente o homem desenvolvido parcialmente, e que
para chegar até a perfeição necessita chegar a ser espiritual.
Esta
opinião produz confusão acerca das Escrituras em vez de desenvolver essa
harmonia e beleza que resultam de “manejar bem a palavra da verdade”.
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Somente houveram dois homens
perfeitos — Adão e Jesus.
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As
Escrituras ensinam que têm existido dois, e nada mais que dois, homens
perfeitos — Adão e Jesus. Adão foi criado à imagem e semelhança de
Deus, isto é: com as faculdades mentais de raciocínio, memória, juízo
e vontade e com as qualidades morais de justiça, benevolência, amor,
etc., semelhantes às divinas.
“Da
terra, terreno”, ele foi a imagem terrestre de um ser espiritual que
possuía qualidades da mesma classe, ainda quando se diferenciava muito em
grau, categoria e extensão. A tal grau é o homem à imagem de Deus, que
Ele pode dizer ainda ao homem caído: “Vinde, pois, e arrazoemos”. |
| Adão foi feito soberano
sobre todas as coisas terrestres ... 
... um pouco menor que os
anjos. |
Assim
como Jeová é o governante sobre todas as coisas, igualmente o homem foi
feito governante sobre todas as coisas terrestres, conforme a semelhança
de Deus, e tendo domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu,
sobre os animais, etc. (Gênesis 1:26)
Moisés
nos disse (Gênesis 1:31) que Deus reconheceu o homem que havia feito —
não que havia começado a fazer, senão que já havia completado — e o
considerou como uma criação “muito boa”, isto é, perfeita;
porque à vista de Deus nada que não é perfeito, entre as criaturas
dotadas de inteligência, merece o qualificativo de muito bom.
A
perfeição do homem, como foi criado, está expressada no Salmo 8:5-8, AL:
“Contudo,
pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o
coroaste.
“Fazes
com que ele tenha domínio sobre as obras de suas mãos; tudo puseste
debaixo de seus pés:
“Todas
as ovelhas e bois, assim como os animais do campo, as aves dos céus e
os peixes do mar.”
|
“Nem toda carne é uma
mesma carne; mas uma é a carne dos homens, outra a carne dos animais,
outra a das aves e outra a dos peixes.”
I Coríntios 15:39 |
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Alguns
que querem fazer à Bíblia concordar com a teoria da evolução, têm
pensado que as palavras “um pouco” em Hebreus 2:7, poderiam ser
entendidas como um pouco de tempo inferior, em vez de um pouco em grau
inferior aos anjos. Entretanto, não existia nem razão nem autoridade para
interpretar de tal maneira.
Esta
é uma citação do Salmo 8:5, AL, e uma comparação crítica dos textos
hebreu e grego não dá lugar a dúvida quanto ao seu significado. Um
pouco inferior em grau aos anjos é a idéia claramente expressada.
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Davi,
neste Salmo se refere ao homem em seu estado original, e profeticamente dá
a entender que Deus não tem abandonado seu plano original de fazer que o
homem seja sua própria imagem e o rei da terra, e que se lembrará
dele, o redimirá e o restaurará a seu lugar.
O Apóstolo
(Hebreus 2:7) chama a atenção ao mesmo ponto — que Deus não abandonou
seu propósito original de que o homem, originalmente perfeito e tendo
grande honra, o rei da terra, será lembrado, visitado, e restaurado. Ele
em seguida acrescenta que todavia não vemos esta restituição prometida,
mas vemos o primeiro passo que Deus tem dado para que seja levado a efeito.
Vemos
o Jesus, coroado com esta glória e honra do homem perfeito, para que, pela
graça de Deus, como resgate apropriado ou substituto, provasse a morte por
todos, preparando desta maneira o caminho para a restituição do homem a
tudo o que havia perdido. Rotherham, um dos tradutores mais escrupulosos,
transcreve esta passagem como segue:
“Quem
é o homem para que Tú o recordes, ou
o filho do homem para que o visites?
“Fizeste-o
um pouco menor que os mensageiros, com glória e honra o coroaste e puseste-o sobre as obras de tua mão.”
|
| “Um pouco menor” não
significa um pouco menos perfeito. |
Não
deveria deduzir-se disto que um grau menor significa menos perfeito. Uma
criatura pode ser perfeita, e entretanto num plano de existência inferior
que outra; assim, um cavalo perfeito seria inferior a um homem perfeito,
etc. Existem naturezas diferentes, tanto animadas como inanimadas.
Para ilustrar
este ponto temos preparado a tabela seguinte: |
Ordem de
Seres
Espirituais |
|
Ordem de Seres
Terrestres ou
Animais |
|
Ordem no
Reino
Vegetal |
|
Ordem no
Reino
Mineral |

Divinos
-------
-------
Angélicos
|

Humanos
Animais
Aves
Peixes
|
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Árvores
Arbustos
Ervas
Musgos
|
|

Ouro
Prata
Cobre
Ferro
|
| Aperfeiçoar a uma natureza
não troca uma natureza. Há uma variedade em prefeição.

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Cada
um dos minerais mencionados pode estar completamente puro, mas o ouro é o
de maior valor. Ainda quando cada ordem de plantas chegasse à perfeição,
todavia existiria a diferença em sua natureza e categoria.
O
mesmo sucede com os animais, se cada espécie fosse aperfeiçoada, ainda
haveria variedade, porque a perfeição de uma espécie não muda a sua
natureza.*
|
*A
palavra natureza
algumas vezes é usada num sentido de acomodação, por exemplo:
quando se diz que um cão tem uma natureza
selvagem, ou que um
cavalo é de natureza
suave ou má.
Ao usar a palavra desta maneira somente pode-se entender as tendências
de um comparado com outro, mas não se refere à natureza no
sentido completo da palavra.
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| Há diferenças distintas de
cada natureza. O grau mais elevado de
mineral é um pouco menor de que o grau menor de vegetal, porque no
vegetal há vida. |
Os
graus de existência espiritual, também, ainda quando são perfeitos,
tenham a mesma relação uns com outros, segundo seja a espécie a que
pertencem — mais ou menos elevada. A natureza divina é a mais elevada e
superior a todas as naturezas espirituais.
Na
sua ressurreição, Cristo foi feito “tanto mais excelente” do
que os anjos perfeitos, porque a natureza divina é superior à angélica.
— Hebreus 1:3-5.
Note com precisão como ainda quando as classes que
estão mencionadas na tabela são separadas e distintas, no entanto pode-se
formular uma comparação
com elas assim: O mineral de maior grau é menor em grau do mais baixo
modelo do reino vegetal, ou “um pouco menor” do que ele, porque
na vegetação existe vida.
Assim,
a espécie superior do reino vegetal é “um pouco menor” da espécie
mais baixa do reino animal, que em suas formas inferiores tem a intelegência
suficiente para perceber sua existência. Da mesma maneira, o homem, ainda
quando é o maior dos seres animais ou terrestres, é “um pouco menor
que os anjos”, porque os anjos são seres espirituais ou celestiais.
|
| Há um contraste grande
entre a humanidade pecaminosa e a humanidade restaurada.

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Existe
um contraste notável entre o homem como o vemos agora, degradado pelo
pecado, e o homem perfeito que Deus fez à sua imagem. O pecado tem mudado
gtradualmente suas feições como também seu caráter.
As
gerações multiplicadas têm obscurecido e desfigurado a humanidade pela
ignorância, a libertinagem e a depravação em geral, até o ponto que na
maioria da raça quase tem sido borrada a semelhança de Deus.
Tem-se
impedido que cresçam as qualidades morais e intelectuais; e os instintos
animais, desenvolvidos indevidamente, já não estão equilibrados pelos
mais elevados. O homem tem perdido a força física a tal grau que, ainda
com a ajuda da ciência médica, a duração média de sua vida é agora
aproximadamente trinta anos, enquanto que no princípio sob a mesma pena
de morte, o homem viveu novecentos e trinta anos.
Mas
ainda quando o homem se acha de tal maneira manchado e degenerado pelo
pecado, e sua pena correspondente, a morte opera nele; não obstante,
durante o Reino Milenário de Cristo, e por meio dele, há de ser
restaurado à perfeição original da mente e do corpo, e à glória,
honra e ao domínio.
As
coisas restauradas por meio de Cristo, serão as que foram perdidas por
causa da transgressão de Adão. (Romanos 5:18, 19)
O
homem não perdeu um paraíso celestial, senão um terrestre, e sob a pena
da morte não perdeu uma existência espiritual, senão uma humana, e tudo o
que perdeu foi comprado de novo por seu Redentor, quem declarou que veio
buscar e salvar o que se havia perdido. — Lucas 19:10, AL; IBB. |
| O homem perfeito não é um
ser espiritual. |
Em
acrescentamento do dito, temos provas de que o homem perfeito não é um
ser espiritual. A Escritura diz, que nosso Senhor, antes de deixar a glória,
para que se tornasse homem, era “em forma de Deus — uma forma
espiritual, um ser espiritual, mas dado o caso que para servir como
resgate da humanidade tinha que ser homem, da mesma natureza do pecador
cujo substituto da morte seria, foi necessário que mudasse de natureza.
E
Paulo nos disse que não tomou a natureza dos anjos, um grau inferior da
sua, senão que baixou dois graus e tomou a natureza do homem — se fez
homem; se “fez carne”. — Hebreus 2:16; Filipenses 2:7, 8; João
1:14. |
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Note
como isto não ensina somente que a natureza angélica não é a única
ordem de seres espirituais, senão também que é inferior à do Senhor
antes de fazer-se homem; Ele então não ocupava o lugar tão elevado que
ocupa agora, porque Deus “o exaltou soberanamente”, por causa de sua
obediência ser o resgate voluntário pelo homem. (Filipenses 2:8, 9, AL;
IBB)
Ele
agora é da ordem mais alta de seres espirituais, sendo (como Jeová)
participante da natureza divina.
Assim
pois, não somente achamos provas de que a natureza divina, a angélica e
a humana, são separadas e distintas, mas também está provado que ser um
homem perfeito não significa ser um anjo, como tampouco se pode
conjeturar que por causa da perfeição da natureza angélica sejam os
anjos divinos e iguais a Jeová; Jesus não tomou a natureza dos
anjos, mas uma difrente: a dos homens; não a natureza humana
imperfeita, como a conhecemos agora, mas a natureza humana perfeita.
Ele
se fez homem: não um ser depravado e quase morto como são os
homens agora, mas um homem em pleno vigor da perfeição. |
| Jesus, sendo um homem
perfeito, poderia guardar uma lei perfeita. 
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Também
Jesus teve que ser homem perfeito, pois de outra maneira não poderia
guardar a lei perfeita, que é a plena medida da habilidade de um homem
perfeito. E tinha que ser um homem perfeito, pois de outro modo não
poderia dar resgate (o preço correspondente — 1 Timóteo 2:6) pela vida
perfeita que Adão perdeu.
“Porque,
assim como por um homem veio a morte, também por um homem
veio a ressurreição dos mortos.” (1 Coríntios 15:21, AL, IBB)
Se
houvesse sido imperfeito em menor grau, teria comprovado que estaria sob
condenação, e portanto, não poderia ser um sacrifício aceitável;
tampouco houvesse podido guardar de uma maneira perfeita a lei de
Deus.
Um
homem perfeito foi provado, foi achado falto, e foi condenado, e só um
homem perfeito podia pagar o preço correspondente como Redentor. |
| Só um homem perfeito podia
pagar o preço correspondente para um homem perfeito. |
Agora
temos diante de nós o assunto em outra forma: Se Jesus na carne era homem
perfeito, como demonstram as Escrituras, não prova que um homem perfeito
é um ser humano carnal — não um anjo, senão um pouco menor do que os
anjos?
Não
se pode errar em conclusão lógica, e além disso, temos a afirmação
inspirada do Salmista (Salmo 8:5-8, AL), e o que Paulo disse referindo-se
a este texto em Hebreus 2:7-9.
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Tampouco
foi Jesus uma união de duas naturezas — a humana e a espiritual. A
mistura de duas naturezas não produz nem uma nem outra, senão algo
imperfeito, híbrido, sem a aprovação do arranjo divino.
Quando
Jesus esteve na carne foi um ser humano perfeito; antes havia sido um ser
espiritual perfeito; desde sua ressurreição é um ser espiritual
perfeito da ordem mais elevada — a divina.
Não
foi senão até o tempo de sua consagração ainda até a morte,
tipificada em seu batismo, aos trinta anos de idade (um adulto segundo a
Lei, e portanto o tempo devido para consagrar-se como homem),
quando Ele recebeu o penhor de sua herança da natureza divina. (Mateus
3:16, 17)
A
natureza humana teve que ser consagrada à morte antes de que Ele
pudesse receber pelo menos a segurança ou garantia da natureza
divina. E não foi senão até que tal consagração foi levada a efeito,
e até que de fato Ele sacrificou a natureza humana, ainda até a morte,
quando Jesus veio a ser de uma maneira completa participante da natureza
divina.
Depois
de tornar-se homem tornou-se obediente até a morte, pelo que também
Deus o exaltou soberanamente à natureza divina. (Filipenses 2:8, 9, AL; IBB)
Se esta parte das Escrituras é verdadeira, se deduz que não foi exaltado
à natureza divina até que a natureza humana foi por completo sacrificada
ou morta.
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| Jesus não foi uma mistura de duas naturezas. Por duas vezes Jesus
experimentou uma mudança de natureza. |

“Mas, vindo o
plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido
debaixo da lei.”
Gálatas 4:4 |

"E o Verbo se fez carne, e
habitou entre nós, cheio de graça e verdade; e vimos a sua glória,
como a glória do unigênito do Pai."
João 1:14 |
|
| Jesus deu um preço
equivalente pelo que Adão perdeu. 
“Porque nos convinha tal
sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e
feito mais sublime que os céus.”
Hebreus 7:26 |
Assim
vemos que não houve em Jesus nenhuma mistura de naturezas, senão que
experimentou por duas vezes uma mudança de natureza; primeiro da
espiritual para a humana, em seguida, da humana para a mais alta ordem de
natureza espiritual — a divina; tanto em um caso como em outro, deixou
uma natureza para tomar a outra.
Neste
exemplo grandioso de humanidade perfeita, que esteve sem mancha diante do
mundo até que foi sacrificado pela redenção do gênero humano, vemos a
perfeição da qual a nossa raça caiu em Adão, e para a qual será
restaurada.
Ao
constituir-se em resgate o homem, nosso Senhor Jesus deu o preço equivalente
pelo que o homem perdeu, e portanto, toda a humanidade por meio da fé em
Cristo e de obediência a todos os requisitos, poderá receber, não uma
natureza espiritual, mas a gloriosa e perfeita natureza humana
— “o que se havia perdido”.
As faculdades e capacidades perfeitas do ser humano
perfeito podem exercer-se indefinidamente sobre novos e diferentes objetivos
de interesse; assim mesmo o conhecimento e a habilidade podem aumentar
intensamente, mas tais aumentos de conhecimento e de poder não efetuarão
uma mudança de natureza nem a farão mais perfeita.
Será somente o desenvolvimento e amplificação
dos poderes perfeitos ou faculdades humanas. O homem terá sem dúvida o
bendito privilégio de poder aumentar seus conhecimentos e perícia por toda
a eternidade; mas, sempre será homem e unicamente estará aprendendo a usar
mais plenamente as faculdades da natureza humana que já possue.
Mas
além destes vastos limites não espera nem desejará avançar, estando seus
desejos limitados na extensão de suas faculdades.
Enquanto
que Jesus como homem foi uma ilustração da natureza humana perfeita, para
a qual será restaurada a humanidade em geral, contudo, desde sua ressurreição
Ele é a ilustração da gloriosa natureza divina, a qual, na sua ressurreição,
a Igreja vitoriosa participará com Ele. |
“Também há corpos
celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a
dos terrestres.”
I Coríntios 15:40 |
Não
se deve deduzir que os planos de Deus terminarão ao completar esta
companhia eleita, só porque a época presente se dedica principalmente ao
desenvolvimento desta classe para a qual é oferecida uma mudança
de natureza e porque as epístolas apostólicas estão dedicadas para a
instrução deste “pequeno rebanho”.
Tampouco
deveríamos ir ao extremo oposto e supor que as promessas especiais de
natureza divina, corpos espirituais, etc., que foram feitas a estes, tem
as designado Deus para toda a humanidade.
Para
os tais são as “preciosas e grandíssimas promessas”, superiores e
muito por cima das outras promessas preciosas feitas para a humanidade.
Para manejar bem a palavra da verdade, deveríamos observar que nas
Escrituras, a perfeição da natureza divina no “pequeno rebanho”, e a
perfeição da natureza humana no mundo restaurado, estão reconhecidas
como duas coisas separadas. |
| O que é um ser espiritual? 
|
Agora
permitam inquirirmos mais minuciosamente: O que são seres espirituais?
Que faculdades têm e quais são as leis que os governam? Muita superstição
prevalece neste assunto, e alguns, por não entenderem a natureza de um
ser espiritual, pensam que apenas deve ser um mito.
Mas
Paulo não demonstra ter tal idéia. Ainda quando dá a entender que um
ser humano é incapaz de entender a superior natureza espiritual (1 Coríntios
2:14), entretanto, como para resguardar-nos de idéias supersticiosas ou míticas,
claramente disse que existem corpos espirituais e também naturais (humanos),
há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes
e outra a dos terrestres.
Como
temos visto, a glória do terrestre foi perdida por causa do pecado do
primeiro Adão, e durante o reino Milenário, Jesus e sua Noiva (o Cristo,
Cabeça e corpo), a restaurarão à raça.
A glória
do celeste não temos vista ainda, exceto com os olhos da fé, que por
meio do Espírito, nos a revela na Palavra. Estas glórias são separadas
e distintas. (1 Coríntios 15:38-49, AL; IBB)
Sabemos
até certo ponto em que consiste o corpo natural, terreno ou terrestre,
porque agora o temos, apesar de que apenas podemos estimar aproximadamente a
glória de sua perfeição. É carne, sangue e ossos, porque “o que é
nascido da carne é carne”.
E
porque são duas classes distintas de corpos, sabemos que o espiritual seja
o que for, não está composto de carne, sangue e ossos; é do céu,
celestial, ou espiritual — “o que é nascido do Espírito é espírito”.
Mas
não sabemos todavia o que é um corpo espiritual, porque “ainda não é
manifesto o que havemos de ser ... seremos semelhantes a Ele” — como o
nosso Senhor Jesus. — João 3:6; 1 João 3:2, IBB.
|
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Não
temos notícia de nenhum ser espiritual ou humano que haja sido mudado de
uma natureza para outra, senão o Filho de Deus; e este foi um caso
excepcional,com propósito excepcional. Quando Deus criou os anjos sem dúvida
teve a intenção de que fossem anjos para sempre, e também com o homem,
cada um perfeito em sua própria esfera.
As
Escrituras não deixam transluzir nenhum propósito diferente. Assim como
na criação inanimada existe uma variedade formosa e quase sem limites,
da mesma maneira na criação vivente e racional é possível a mesma
variedade em sua perfeição.
Toda
criatura em sua perfeição é gloriosa, mas como Paulo disse, uma é a glória
dos seres celestes (espirituais) e outra a dos terrestres. |
Seres espirituais podem
estar presentes, mas invisíveis.

O Servo de Eliseu viu Anjos
em Carros
Seres espirituais podem
tomar formas humanas.

Um Anjo Apareceu a Gideão.
|
Ao
examinar os fatos que mencionam do nosso Senhor depois de sua ressurreição,
e dos anjos que são também seres espirituais, desta maneira
“comparando coisas espirituais com espirituais” (1 Coríntios 2:13,
IBB), podemos obter algum conhecimento geral acerca dos seres espirituais.
Primeiramente, os anjos podem estar presentes e com freqüência estão
ainda quando de uma maneira invisível.
“O
anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.”
“Não
são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos
que hão de herdar a salvação? (Salmo 34:7; Hebreus 1:14, IBB)
Se têm
servido visível ou invisivelmente? Não cabe dúvida de que hão feito de
uma maneira invisível. Quando Eliseu foi rodeado por uma multidão de sírios,
seu servo teve temor; Eliseu orou ao Senhor, e os olhos do moço foram
abertos, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, (ou
parecidos como fogo), em redor de Eliseu. Também quando Balaão não podia
ver o anjo, a jumenta, cujos olhos foram abertos, pôde vê-lo.
Em
segundo lugar, os anjos podem tomar corpos humanos e aparecer como
homens. Desta maneira apareceu o Senhor junto com dois anjos a Abraão, e
ele lhes preparou uma ceia da qual participaram.
Abraão
supôs que eram três homens, e não descobriu senão quando estavam para
partir, que um deles era o Senhor e os outros dois, anjos, os que depois
foram a Sodoma para libertar a Ló. (Gênesis 18:1, 2)
Um
anjo apareceu a Gideão em forma de homem, mas depois se deixou conhecer. Um
anjo apareceu também ao pai e a mãe de Sansão, e creram que era homem até
que subiu na chama do altar. — Juízes 6:11-22; 13:20.
|
| Seres espirituais são
gloriosos e brilhantes. 
Saulo de Tarso
“Ao meio dia, ó rei vi no
caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol;
resplandecendo em torno de mim e dos que iam comigo.
E, caindo nós todos por
terra ouvi uma voz que me dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por
que me persegues?
Dura coisa te é recalcitrar
contra os aguilhões.”
Atos 26:13,14 |
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Em
terceiro lugar, os seres espirituais são gloriosos em sua condição
normal, e com freqüência está descrito deles que são gloriosos e
brilhantes. O aspecto do anjo que removeu a pedra do sepulcro era “como
um relâmpago”.
Daniel
viu um ser espiritual e o descreveu desta maneira: “o seu corpo era como
o berilo e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas
de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido;
e a voz das suas palavras como a voz duma multidão”. Daniel caiu diante
dele como se estivesse morto. (Daniel 10:6, 10, 15, 17, IBB)
Também
Saulo de Tarso viu o corpo glorioso de Cristo brilhando mais que a claridade
do sol ao meio dia, e como conseqüência, perdeu a vista e caiu por terra.
Até
aqui temos visto que os seres espirituais são verdadeiramente gloriosos,
porém são invisíveis para o homem, a não ser que os olhos lhe sejam
abertos, ou quando aparecem em forma humana — na carne.
Esta
conclusão se confirma ainda mais quando examinamos os detalhes particulares
destas manifestações. Saulo foi o único que viu o Senhor, pois os homens
que o acompanhavam somente ouviram a voz sem ver a ninguém. (Atos 9:7) Os
homens que estavam com Daniel não viram o ser glorioso que ele descreve,
entretanto, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder.
Também este ser glorioso disse: “O príncipe do reino da Pérsia me
resistiu por vinte e um dias”. (Daniel 10:13)
Daniel,
homem muito amado do Senhor, caiu como morto diante daquele contra quem o príncipe
de Pérsia resistiu por vinte e um dias? Como é isto? Certamente que ao príncipe
da Pérsia não lhe apareceu em sua glória! Não, esteve presente mas invisível,
ou apareceu a ele como homem.
Nosso
Senhor é um ser espiritual desde que foi realizada sua ressurreição, por
conseguinte deve possuir as mesmas faculdades que vemos demonstradas nos
anjos (seres espirituais). E tal é o caso, como o veremos demonstrado mais
detalhadamente em outro capítulo.
|
| As naturezas humana e
espiritual são distintas. |
Desta
maneira encontramos que as Escrituras consideram a natureza humana e a
espiritual como separadas e distintas, e não dão evidência de que uma
evolucione ou desenvolva-se de outra; senão, pelo contrário, mostram que
só uns poucos serão transformados da natureza humana à divina, para a
qual Jesus, o Cabeça, já foi exaltado.
E
este delineamento notável e especial no plano de Jeová é com o propósito
especial e notável de preparar estes como instrumentos de que Deus se
servirá para a grande obra futura de restaurar todas as coisas.
Agora
examinaremos as palavras:
|
| Mortalidade significa que a
morte é possível. 
|
Mortalidade
e Imortalidade
Encontraremos
seu verdadeiro significado em exata harmonia com o que temos aprendido da
comparação dos assertos bíblicos concernentes aos seres humanos e aos
espirituais, e com as promessas terrestres e as celestiais.
Geralmente
são dados significados duvidosos a estas palavras, e as idéias falsas
acerca de seu significado produzem opiniões errôneas acerca de assuntos
que têm conexão com elas, já seja em uso geral ou em relação com as
Escrituras.
“Mortalidade” significa a condição ou estado em que a
morte é uma possibilidade, mas não é uma condição em que a morte
seja inevitável.
“Imortalidade”
significa a condição ou estado em que a morte não é uma
possibilidade; não somente a condição de estar livre da morte, mas
também a condição em que a morte é totalmente impossível. |
| Imortalidade significa que a morte é impossível. Há confusão sobre
mortalidade e imortalidade. |
A idéia
comum, ainda que errônea, é a de que a mortalidade é um estado
ou condição em que não pode ser evitada a morte; enquanto que a idéia
que geralmente pode-se ter da palavra “imortalidade” se acerca
mais do verdadeiro significado.
A
palavra imortal significa não mortal, por isso até a mesma
construção da palavra indica sua verdadeira definição. Muitos se
confundem quando procuram determinar se Adão era mortal ou imortal antes de que pecara, porque prevalece uma idéia falsa
acerca da palavra mortal. Raciocinam que se tivesse sido imortal, Deus não lhe teria dito: “no dia em que dela comeres (da árvore
proibida), certamente morrerás”; porque é impossível que morra um ser
imortal. Esta e uma conclusão lógica.
Por outro lado, dizem eles, se houvesse sido mortal,
em que houvesse consisitido a ameaça ou pena ao dizer-lhe “morrerás”;
dado o caso de que o ser mortal (segundo sua definição errônea) de
nenhuma maneira houvesse podido evitar a morte?
|
| A vida mortal está
sustentada por elementos externos. |
A
dificuldade, será percebida, está no falso significado que é dado à
palavra mortalidade. Aplique a definição correta e tudo estará
claro. Adão era mortal, ele estava em condição em que a morte era uma
possibilidade. Tinha a vida em sua plenitude e perfeição, mas não
era vida inerente.
Sua
vida era uma vida sustentada com “todas as árvores do jardim”,
exceção feita da proibida; durante o tempo que permaneceu obediente e em
harmonia com seu Fazedor, sua vida esteve segura — os elementos para o
sustento da vida não foram negados.
Vendo-o
desta maneira, Adão tinha vida, e sua morte era inteiramente evitável,
entretanto, encontrava-se em condição em que era possível a morte —
era mortal. |
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Agora
surge uma pergunta: Se Adão era mortal e achava-se em prova, estava em
prova para obter a imortalidade? A contestação geral seria que SIM; nós
respondemos, NÃO. Foi posto à prova para ver se era digno de continuar
vivendo e gozando das bênçãos que possuía.
Porque
em nenhuma parte foi lhe prometido que se fosse obediente seria imortal,
estamos obrigados a pôr de lado tais conjeturas. Foi lhe permitido a continuação
das bênçãos que desfrutava durante o tempo que fora obediente, e
foi ameaçado com a perda de tudo — a morte — se fosse dsesobediente.
A idéia
falsa do significado da palavra mortal faz que o povo em geral
chegue à conclusão de que todos os seres que não morrem são imortais.
Portanto, eles incluem nesta classe a nosso Pai celestial, a Jesus nosso
Senhor, aos anjos, e a toda humanidade.
Todavia,
este é um erro. A grande massa da humanidade libertada da queda, o mesmo
que os anjos do céu, serão sempre mortais, ainda gozando de uma condição
de perfeição e de felicidade, sempre serão dessa natureza mortal que
pode sofrer a morte — o salário pelo pecado — dado o caso de que
pecarem.
Como
aconteceu no caso de Adão, a segurança de sua existência será
condicional, baseada em obediência ao onisciente Deus cuja justiça, amor
e sabedoria e cujo poder — o qual motiva que todas as coisas concorrem
para o bem daqueles que o amam e o servem — haverão sido plenamente
demonstrados por meio do proceder com o pecado durante o tempo presente. |
| Unicamente a Natureza Divina é imortal. A grande
massa do gênero humano sempre será mortal. Satanás há de ser
destruído, o que prova que os anjos são mortais. |
Em
nenhuma das Escrituras está dito que os anjos são imortais, ou que a
humanidade restaurada o será. Ao contrário, a imortalidade é atribuída
somente à natureza divina—só a Jeová no princípio, mais tarde também
a Jesus nosso Senhor em sua condição atual, soberanamente exaltado, e
finalmente, por promessa, à Igreja, o corpo de Cristo, quando será
glorificada com Ele. — 1 Timóteo 6:16; João 5:26; 2 Pedro 1:5:26; 2
Pedro 1:4; 1 Coríntios 15:53, 54.
Não
somente temos a evidência de que a imortalidade unicamente pertence à
natureza divina, mas além disso, é nos proporcionada a prova de que os
anjos são mortais com o fato de que o Diabo, um dos principais entre eles,
há de ser destruído (Hebreus 2:14); se o Diabo pode ser destruído, se
deduz que, como classe, os anjos são mortais.
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Considerando
o assunto desta maneira, vemos que quando os pecadores incorrigíveis serão
destruídos, tanto os seres imortais como os mortais viverão para sempre
cheios de gozo, felicidade e amor; os da primeira classe possuindo uma
natureza à prova de morte, tendo vida inerente — vida em si mesmos (João
5:26), e os da segunda, tendo uma natureza suscetível de morte,
entretanto, não dando lugar a morte por causa da perfeição de seu ser e
do conhecimento do mal e da excessiva maldade do pecado.
Estes
sendo aprovados pela lei de Deus, serão abastecidos para sempre com os
elementos necessários para sustentá-los em perfeição, e nunca morrerão.
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| O homem sendo mortal — destrói
a doutrina do tormento eterno. “A alma que pecar, essa
morrerá”. |
O
bom reconhecimento do significado das palavras mortal e imortal,
e o uso que delas é feito nas Escrituras, destrói por competo o
fundamento da doutrina do tormento eterno.
Esta
doutrina está baseada sobre a teoria, contrária às Escrituras, de que
Deus criou o homem imortal, que não pode deixar de existir, e que Deus não
pode destruí-lo; por isso têm por argumento que os incorrigíveis devem seguir
vivendo em alguma parte e de alguma maneira, e concluem que, não
estando em harmonia com Deus, sua eternidade deve ser uma de miséria.
Mas
a palavra de Deus nos asegura que Ele tem tomado medidas contra a perpetuação
do pecado e dos pecadores, que o homem é mortal, e que a pena completa do
pecado voluntário, contra plena luz e conhecimento da verdade, não será
a vida em tormento, mas uma segunda morte. “A alma que pecar, essa
morrerá”. |
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“Quem
és tú, que a Deus replicas”?
Romanos
9:20, IBB.
Alguns
mantêm a idéia errônea de que na dispensação dos favores de Deus entre
suas criaturas, a justiça exige para não fazer nenhuma distinção; que se
Ele exalta alguém a um alto posto, em justiça deveria fazer o mesmo
com todos, a não ser que possa demonstrar-se que alguns têm perdido seus direitos;
em tal caso a esses podia atribuir um posto inferior.
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| Deus tinha direito de criar
Jesus mais elevado do que os anjos. |
Se
este princípio fosse correto, demonstraria que Deus não tinha direito de
criar Jesus mais elevado do que os anjos, e além disso depois enaltecê-lo
ainda mais, até a natureza divina, a menos que houvesse intentado fazer o
mesmo com todos os anjos e com toda a humanidade.
Para
levar este princípio ainda mais longe, se alguns homens vão ser
exaltados soberanamente e feitos participantes da natureza divina, então
todos os homens devem ser eventualmente elevados a essa mesma posição.
E
porque não levar o princípio a seu limite extremo para aplicar a lei de
progressão à criação animal e irracional, chegando até os insetos, e
dizer que sendo todos criatura de Deus, eventualmente devem chegar ao
plano mais elevado de existência, a natureza divina?
Tal
coisa certamente é um absurdo, mas tão razoável como toda outra dedução
que se pode derivar do assumido princípio. |

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Talvez
ninguém vai querer levar ao extremo limite esta errônea suposição. Mas,
se fosse um princípio baseado apenas na justiça, até onde poderia
chegar e continuar sendo justa? E se tal fosse o plano de Deus, aonde se
acharia a grata variedade de todas suas obras? Mas não é esse o plano de
Deus.
A
natureza inteira — tanto animada como inanimada — exibe a glória e a
variedade da sabedoria e poder divinos. E assim como “os céus proclamam
a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das sua mãos” em
maravilhosa variedade e beleza, num grau maior sua criação inteligente
exibe em variedade a superior glória do seu poder.
Chegamos
a esta conclusão por meio dos expressos ensinamentos da Palavra de Deus,
por meio da razão e tomando em conta as analogias da natureza. |
| A Justiça entendida. |
É
muito importante que obtenhamos o correto ponto de vista relativo à justiça.
Um favor nunca deve ser tomado como uma merecida recompensa. Um ato
de simples justiça não é motivo de gratidão especial, tampouco é uma
prova de amor; mas, sabemos que Deus dá prova do seu amor por suas
criaturas por meio de uma série interminável de imerecidos favores, e
isto deverá provocar nelas, para corresponder, seu louvor e amor.
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Por
querer assim, Deus tinha o direito de fazer-nos criaturas de breve existência,
ainda no caso de que nunca houvesse entrado o pecado no mundo. Assim fez
ele a algumas de suas criaturas inferiores.
Ele
poderia haver-nos permitido gozar de suas bênçãos por um breve período
de tempo e, sem proceder injustamente, logo acabar com nossa vida.
Certamente que ainda uma breve existência houvesse sido um favor. Somente
é de Seu favor que temos uma existência sob qualquer condição.
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Aspiração de Satanás —
“Como caíste do céu, ó
estrela da manhã, filha da alva! como foste lançado por terra tu que
prostravas as nações!
E tu dizias no teu coração:
Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e
no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte.”
Isaías 14:12,13 |
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Quão
grandioso favor é a redenção dessa existência uma vez perdida por
causa do pecado! Além disso, é um favor de Deus que somos seres humanos
em vez de sermos animais inferiores; é favor de Deus que os anjos possuem
uma natureza um pouco superior à do homem; também é favor de Deus que
Jesus e sua noiva foram predestinados para participar da natureza divina.
É
apropriado, portanto, que toda criatura inteligente receba com gratidão o
que Deus lhe concede. Qualquer outra atitude justamente mereceria a sua
condenação, e persistir nela redundaria em humilhação e destruição
final.
Ninguém
tem o direito de aspirar a ser um anjo, porquanto não tem sido convidado
a alcançar tal posição; um anjo tampouco tem o direito de aspirar à
natureza divina, por não haver-lhe sido oferecida.
As
indevidas aspirações do Satanás e seu orgulho ocasionaram sua degradação,
e lhe causarão sua final destruição. (Isaías 14:14)
“Porque
todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo
se humilhar será exaltado” (Lucas 14:11, IBB), mas não necessariamente
à mais elevada posição.
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Abraão
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Devido
às falsas idéias com respeito ao que é justo, e por outras coisas, o
ponto relacionado à eleição — segundo é ensinada nas Escrituras
Sagradas — tem sido objeto de muita discussão e mal entender.
É
um fato inegável que as Escrituras ensinam a eleição, mas é motivo de
considerável diferença de opinião quais precisamente são os princípios
sobre os que se baseia essa eleição ou seleção.
Alguns
pretendem que é arbitrária e incondicional; outros asseguram que é
condicional. Segundo cremos existe um grau de verdade nestes dois pontos
de vista. A eleição, da parte de Deus, é a expressão de sua seleção
com certo propósito, para certo ofício ou condição.
Deus
tem eleito ou determinado que algumas de suas criaturas ocupem o posto de
anjos; que outras sejam criaturas humanas; que outras sejam animais
inferiores tais como quadrúpedes, aves, peixes, insetos, etc., e também
tem determinado que outras de suas criaturas consigam alcançar e obter a
natureza divina.
E
ainda quando Deus, conforme certas condições, seleciona aos que hão
de alcançar a natureza divina, mas não se pode dizer que aqueles que serão
admitidos a ela merecem-na mais que outros, porquanto é somente
por favor de Deus que se tem existência em qualquer plano de vida. |
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“Assim,
pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua
misericórdia” — bondade ou favor. (Romanos 9:16, SBB)
Não
é porque os escolhidos sejam melhores que os demais, por o que Deus lhes
fez o convite à natureza divina, porque Ele deixou de um lado aos anjos
que não haviam pecado, e chamou a alguns dos pecadores, redimidos para
participarem das honras divinas.
Deus
tem direito de fazer com o seu como lhe agrada; e Ele se propõe exercitar
este direito para o cumprimento de seus planos. Já que tudo o que temos
é por favor divino.
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Não tem o oleiro poder sobre a massa?
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