ESTUDO XV

O DIA DE JEOVÁ

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“O Dia de Jeová”, o “Dia de Vingança”, e “Dia da Ira”. — Um tempo de grande tribulação. — Sua causa. — O Testemunho da Bíblia concernente a esse tempo. — Demonstrações de que seu fogo, e o furacão, o mesmo que os abalos e o derretimento são simbólicos. — O testemunho de Davi. — O testemunho do Revelador. — A presente situação e o futuro prospecto desde o ponto de vista dos partidos opostos, o Capital e o Trabalho. — Um remédio que não será eficaz. — O levantamento do Véu e a difusão de luz precisamente em tempos oportunos. — Provas disto. — A condição dos Santos durante a Tribulação, e sua própria atitude neste respeito.  [353]

 

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“E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.” Mateus 24:22

 

 

Cristo será o de General de Jeová.

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     O “DIA DE JEOVÁ” é o título que se dá ao período no qual o Reino de Deus, debaixo de Cristo, gradualmente se “estabelecerá” na Terra, ao mesmo tempo que os reinos do mundo irão desaparecendo, e o poder e a influência de Satanás sobre os homens, se achará em processo de restrição. Em todas partes se descreve como um aziago dia repleto de tribulação e angústia em perplexidade sobre a humanidade.

     Seria de admirar o que uma revolução revestindo tais proporções e destinada a levar a cabo mudanças tão colossais, deixará de ocasionar sérios distúrbios. As pequenas revoluções hão causado em todo tempo transtornos, e esta, muito mais grande que qualquer outra será um tempo de tribulação qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; nem jamais haverá. — Daniel 12:1, AL; IBB; Mateus 24:21, 22, IBB.

     Denomina-se o “Dia de Jeová” porquanto que apesar de achar-se presente como Representante de Jeová, Cristo investido de seu poder, com seu título real e ocupando o cargo de todos os assuntos durante este dia de tribulação e de angústia, mas que tudo será por dizê-lo assim, em sua qualidade de General de Jeová, trazendo em sujeição todas as coisas, em troca de estar desempenhando sua missão de Príncipe da Paz, abençoando a humanidade.

     Entretanto, enquanto que as teorias falsas e sistemas falsos e imperfeitos se desmoronam, o estandarte do novo Rei se porá no alto, e finalmente este será reconhecido e aclamado por todos como Rei dos reis. Em harmonia com o anterior, os profetas apresentam a tarefa de estabelecer o domínio de Cristo, como obra de Jeová:

“te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão”. (Salmo 2:8, IBB)

“Mas nos dias desses reis, o Deus do céu suscitará um reino”. (Daniel 2:44, SBB; IBB)

     Daniel também refere como o Ancião de dias se assentou, e diante Dele trouxeram um como o Filho do homem, e foi-lhe dado domínio, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão. (Daniel 7:9, 13, 14, 22, 27) Mais alêm de tudo isto temos o dito pelo apóstolo Paulo com referência que quando Cristo concluir o objetivo do seu reino,

“então também o próprio Filho se sujeitará àquele (o Pai) que TODAS AS COISAS LHE SUJEITOU:. — 1 Coríntios 15:28

 

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Deus tem estabelecido certas leis, em harmonia com as quais Ele opera.

     Este período é qualificado como “o Dia da Vingança do nosso Deus” e “o Dia da sua Ira”. (Isaías 61:2; 63:1-4; Salmo 110:5) E entretanto, num sério erro se encontram os que apenas percebem a idéia de cólera, ou que supõem alguma perversidade da parte de Deus.

     O Criador tem estabelecido certas leis em harmonia com as quais se levam a efeito suas obras, e seja quem for que por uma ou outra razão entre em conflito com estas leis, colhe a penalidade ou a ira a qual sua própria conduta o faz credor. Com muitas poucas exceções, a humanidade tem rejeitado de contínuo as instruções dadas por Deus, e já como temos visto, Ele lhes tem permitido seguir seu próprio curso, consentindo em que, juntamente com seus preceitos, o rejeitam de seu coração. (Romanos 1:28, IBB)

     Por causa disto, Deus limitou seu cuidado especial para com Abraão e sua descendência, quais professavam sentir o desejo de seguir seu serviço e seus caminhos. A dureza de coração e a falta de sinceridade dos judeus para Deus, como nação, não somente redundou em que não receberam o Messias, mas também ao mesmo tempo e como lógica conseqüência os preparou e conduziu ao grande tempo de tribulação que pôs fim a sua existência nacional.

 

 

 

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O “tempo de tribulação” será a conseqüência natural da injustiça.

     A luz difundida no mundo durante a Idade Evangélica pela verdadeira Igreja de Cristo (a classe cujos nomes estão escritos nos céus), tem levantado aos olhos do mundo civilizado um testemunho da diferença que existe entre a retidão e a injustiça, entre o bem e o mal, fazendo saber que vem o tempo em que um será recompensado e o outro receberá seu castigo merecido. (João 16:8-11; Atos 24:25)

    Se houvessem os homens atendido as instruções do Senhor, o testemunho haveria tido uma vasta ascendência sobre eles, mas voluntariamente como sempre, hão aproveitado pouco dos conselhos que oferecem as Escrituras, e, como conseqüência dessa negligência, sobre eles virá a tribulação do Dia de Jeová.

     Além disso essa tribulação pode qualificar-se como a “ira de Deus”, porque se existe lugar para ela é devido ao pouco caso que tem sido feito a seus conselhos, e vem como recompensa da injustiça. Vendo o assunto sob outro ponto de vista, percebemos entretanto que a tribulação que está vindo sobre o mundo é o resultado natural e legítimo do pecado, resultado que Deus previu, e do qual poderia ser livrado o mundo, se houvessem prestado atemção a seus conselhos.

O mundo tem descuidado os conselhos de Deus.

 

A “voz da avareza” — Se obte quanto se pode . . .

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     Enquanto para a Igreja, a mensagem de Deus tem sido: “Apresenteis os vossos corpos um sacrifício vivo” (Romanos 12:1, IBB); para o mundo sua mensagem é:

“Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem dolosamente. Aparta-te do mal, e faze o bem: busca a paz, e segue-a.” (Salmo 34:13, 14, IBB)

     Poucos têm sido os que têm prestado ouvidos a algum dos dois. Somente um pequeno rebanho se sacrificou; e quanto ao mundo, apesar de que hão posto no alto a norma: “a honestidade é a melhor tática”, no entanto a maioria se tem descuidado de pô-la em prática. Em troca têm escutado a voz da avareza, a qual aconselha que se obtenha quanto se pode de riquezas, honra e poder deste mundo, sem ter em conta a maneira, nem quem perde com a ganância.

     Em uma palavra, a tribulação do Dia do Senhor não viria, nem poderia vir, se os princípios da lei de Deus fossem observados até um grau considerável. Essa lei, brevemente resumida, é: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e ao teu próximo como a ti mesmo. (Mateus 22:37-39)

    Por causa de que a mente depravada ou carnal se opõe a esta lei de Deus e não se sujeita a ela, a tribulação há de vir como conseqüência natural, como a ceifa depois da semeadura.

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O coração egoísta e endurecido do homem chegará a ser um coração de carne.

     Longe de amar o próximo como a si mesmo, a mente depravada ou carnal sempre tem sido egoista e ávida, amiúde conducente até à violência e assassinato com o fim de apoderar-se das possessões alheias. Não importa a maneira em que se exercite o princípio egoísta, sempre é o mesmo, ainda quando em ocasiões se acha dominado ou governado pelas circunstâncias de nascimento, educação e meio ambiente.

     Em todas as idades ou eras do mundo esse princípio tem sido sempre o mesmo, e o será até que por meio da força exercida durante o regime de ferro debaixo do Messias, o amor substitue a violência e a insaciável cobiça, decidindo qual é o JUSTO e pondo-o em vigência; será o mesmo até que todos possam ter a oportunidade de familiarizar-se com os benefícios superiores do regime da justiça e do amor, em contraste com o da violência e do egoísmo; até que debaixo da influência da luz desprendendo-se da verdade e da justiça, o coração egoísta e endurecido do homem chegue de novo a ser semelhante ao qual tinha quando Deus o declarou “muito bom” — um coração de carne. — Ezequiel 36:26.

 

 

Como se trocou em egoismo o amor semelhante ao divino?

 

 

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Ganhar o sustento veio a ser o primeiro desejo e empenho na vida.

     Olhando retrospectivamente podemos ver sem dificuldades a maneira em que a amante e bondadosa disposição humana, à imagem de Deus, se trocou em uma egoísta e endurecida. Tão pronto como o homem, por causa da sua desobediência, perdeu o favor divino e foi apartado de seu lugar edênico onde tinha abundantemente supridas todas as suas necessidades, confrontou as circunstâncias que tendiam a promover nele a dureza e o egoísmo.

     Quando sob a condenação nossos primeiros pais abandonaram o Éden e começaram a luta pela vida, tratando de prolongar sua existência até o extremo limite, espinhos e abrolhos, e um solo estéril em seguida saíram a seu encontro; de acordo com o dito de Jeová, sua luta contra estes produziu neles o cansaço e cobriu seu rosto de suor. 

    Gradualmente, por causa de pouco exercício delas, as qualidades mentais e morais começaram a diminuir, e em troca, as qualidades inferiores, constantemente exercitadas, adquiriram um raio maior.

     Ganhar o sustento veio a ser o primeiro desejo e empenho na vida, e a qualidade de trabalho que custava se converteu em norma pela qual se computavam todos os demais interesses; desta maneira Mamom (vocabulário de origem semítica que personifica as riquezas), se constituiu em amo e senhor do homem. 

     É de admirar que a humanidade sob tais circunstâncias se tornara egoísta, cobiçosa e disposta a lançar mão do alheio, empenhando-se cada qual em alcançar maior número de coisas necessárias — em primeiro lugar, e logo, de honras e luxo que oferecem as riquezas ou o lucro? Satanás não fez outra coisa que aproveitar-se da tendência natural.

O véu da ignorância e da superstição está levantando-se agora.

 

As riquezas causam muitos males e algumas bênçãos.

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     Por causa de várias influências (entre elas, a ignorância, as antipatias de raça e o orgulho nacional), durante as idades passadas, em geral, as riquezas do mundo se encontravam nas mãos de uns poucos — a classe dominante — aos quais as massas têm rendido uma obediência escrava, como a seus representantes nacionais, sentindo-se orgulhosos de suas riquezas como se representativamente fossem suas.

     Entretanto, à medida que ia acercando-se o tempo que Jeová tem designado para abençoar o mundo por meio de uma restauração pelos mãos do Messias, fazendo uso das facilidades e invenções modernas, Deus començou a enrolar o véu da ignorância e da superstição; isto tem ocasionado um levantamento das massas e tem diminuído em grande maneira o poder dos governantes da Terra. Hoje a riqueza do mundo não se encontra por mais tempo nas mãos de reis, mas principalmente nas do povo.

     Apesar de que as riquezas são a causa de muitos males, é verdade que também proporcionam algumas bênçãos, posto que com seus recursos estão em condições de obter melhor educação; mas isto os tem colocado intelectualmente sobre a classe mais pobre, pondo-os em condições de associar-se com a classe governante. A isto se deve a existência de uma aristocracia que apoiada pelo dinheiro e educação, prossegue em sua cobiçosa luta para obter tudo o possível, e para manter-se a todo o custo na vanguarda.

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Enquanto o povo se aproveita das facilidades educacionais, principia a pensar por si mesmo.

     Mas à medida que o conhecimento se propaga e que o povo se aproveita das facilidades educacionais tão abundantes agora, as massas principiam a pensar por si mesmas; e já donos de um pouco de conhecimento (às vezes algo perigoso), o qual guia sua própria estimação e seu egoísmo, se figuram haver achado os meios e maneiras pelos quais os interesses e as circunstâncias de todos os homens, especialmente os próprios, podem ser protegidos e fomentados à custa da minoria em cujas mãos se encontram agora as riquezas.

     Muitos deles sem dúvida alguma crêem sinceramente que os interesses contraditórios entre os adoradores de Mamom (eles de um lado e por outro os capitalistas), podem fácil e satisfatoriamente conciliar-se. Sem dúvida um grande número pensa que se fossem ricos seriam muito benevolentes, e estariam prontos a amar os seus próximos como a si mesmos.

     Mas é evidente que se enganam, porque muitos poucos em sua condição atual manifestam tal espírito, e quem não é fiel no uso de pouco das coisas deste mundo, não o será ao ter a seu cargo maiores riquezas. Os fatos provam o antedito, porque não passa desapercebido que entre a classe rica, os mais empedernidos e egoístas são os que repentinamente têm surgido de uma condição humilde na vida.

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Hospitais

 

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Bibliotecas

     Pelo contrário, ainda quando de nenhuma maneira devemos defender, mas sempre reprovar a cobiça e o egoísmo da parte de todas as classes, é próprio que nos demos conta de que as provisões que se hão feito para os enfermos, os inválidos e os pobres, como os vemos representados nos asilos de diferentes classes, os hospitais, as bibliotecas públicas, as escolas e várias outras instituições em benefício e para a comodidade das massas, antes do que os ricos, todavia se mantêm em sua maior parte com os impostos e os donativos dos ricos.

     Tais instituições pelo regular devem sua existência a certos membros benévolos e generosos dentre a classe endinheirada, e são coisas que as classes mais pobres, já por falta de tempo ou de interesse, e em alguns casos por carecer da necessária educação, não poderiam pôr em operação satisfatória.

Tem havido uma crescente oposição entre os ricos e o trabalho.

 

O Capital contra o Trabalho

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O aumento da ciência e da liberdade redunda em descontentamento.

 

     O dia de hoje, entretanto, é testemunha de uma crescente oposição entre o capital e o trabalho — um rancor em aumento, da parte da classe operária; e entre os ricos, um crescente sentimento de que nada, a não ser o braço forte da lei, conseguirá prestar proteção ao que eles crêem ser seus direitos.

     Por esta razão o capital busca mais e mais o apoio dos governantes. As massas de assalariados ao contrário, principiam a crer que as leis e os governos foram fraguados com o único objetivo de ajudar os capitalistas e de privar os pobres da liberdade, e pensando que seus interesses serão melhor servidos de tal maneira, tendem para o Comunismo e a Anarquia, sem dar conta que o pior de todos os governos, e os mais dispendiosos, é muito melhor de que nenhum.

     Muitos textos das Escrituras claramente indicam que semelhante luta há de caracterizar o tempo de tribulação sob o qual desaparecerão os atuais sistemas civis, sociais e religiosos, e que por causa da imperfeição mental, moral e física do homem, os progressos da ciência e da liberdade redundarão nesta catástrofe.

     Estes textos serão referidos na ocasião oportuna; por agora somente chamamos a atenção a uns poucos deles, fazendo presente ao leitor que em muitas profecias do Antigo Testamento, em que extensamente se trata do Egito, Babilônia e Israel, além de um cumprimento literal se indica outro que reveste maiores proporções.

    Por exemplo: se além da verdadeira, não reconhecessemos uma Babilônia prototípica e simbólica, as predições de sua caída poderiam considerar-se em extremo estravagantes. O livro do Apocalipse contém predições  escritas muito tempo depois de achar-se em ruínas a Babilônia literal, e portanto, são só aplicáveis à simbólica; as palavras dos profetas aparentemente dirigidas de uma maneira direta à Babilônia literal, por causa de sua similitude para as do Apocalipse, deixam ver que num sentido especial são aplicáveis à Babilônia simbólica. 

     Em seu cumprimento mais extenso, nestas profecias Egito representa o mundo; Babilônia, a Igreja nominal que a si mesma se dá o nome de cristianismo, e como já temos dito, Israel com freqüência representa o mundo inteiro tal qual se encontrará em sua condição justificada, composto de seu glorioso Sacerdócio Real, seus santos levitas e o povo de crentes cheios do espírito de adoração, justificados por meio do sacrifício de expiação, e trazidos a uma condição de reconciliação com Deus.

     Ao Israel estão prometidas as bênçãos; ao Egito as pragas; para a forte Babilônia, uma destruição completa, absoluta e eterna, assim como “uma pedra, qual uma grande mó, lançada no mar” (Apocalipse 18:21, AL; IBB), para nunca mais ser estabelecida, mas ao contrário, para ser considerada eternamente como uma coisa execrável.

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Egito = O mundo a receber as pragas

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Babilônia = As Igrejas Nominais a ser transtornadas e destruídas

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Israel = O Mundo justificado a receber bênçãos de reconciliação com Deus

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“Eis que o salário que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos ouvidos do Senhor dos exércitos.” Tiago 5:4

 

     Deste dia de tribulação e de angústia fala o apóstolo Tiago, e indica que será o resultado das diferenças entre o capital e o trabalho. Suas palavras são:

“Eis agora, vóis ricos, chorai e pranteai, por causa das desgraças que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão apodrecidas, [hão perdido seu valor], e as vossas vestes estão roídas pela traça. 

“O vosso ouro e a vossa prata estão enferrujadas; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e devorará as vossas carnes como fogo. Entesourastes para os últimos dias. 

“Eis que o salário que fraudulentamente [por causa da vossa cobiça] retivestes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos ouvidos do Senhor dos exércitos.” (Tiago 5:1-4, IBB)

     Logo acrescenta que a classe que entra na tribulação estava acostumada ao luxo, em sua maior parte obtido à custa dos outros, entre os quais se contam alguns justos a quem, por não oferecer resistência alguma, lhes têm exprimido ainda sua própria vida.

     Aos “irmãos” o Apóstolo insta para que pacientemente suportem sua sorte qualquer que esta seja, olhando para diante em espera da liberação por meio do Senhor. Esta condição de coisas pode já discernir-se em marcha precipitada, e, entre aqueles do mundo que já estão despertos, “os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo”.

     Todos estão certos de que em nossos dias a tendência é para diminuir os salários, exceção feita daqueles lugares em que os preços se mantêm artificialmente, ou se faz subir por meio de união de trabalhadores, greves, etc.; isto visto, e tendo em conta o sentimento atual das massas, todos podem ver que é questão de tempo para que chegue o limite de tolerância, e o resultado não pode ser outro que revolucionário.


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1930 Fila para Pão em Nova York


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1931 4 Milhões Desempregados


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1933 Filas para Sopa

 

 

“A sua prata, lancá-la-ão pelas ruas, e o seu ouro será como imundícia; nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do Senhor . . .” Ezequiel 7:19

     Isto causará um alarme entre os capitalistas, os quais prontamente retirarão seu caudal dos negócios e das empresas fabris para amontoá-lo em caixas de ferro e outros sítios seguros, onde, com grande desgosto de seus donos, o verão consumir-se sufragando os gastos requeridos para resguardá-lo em estado improdutivo.

    A seu turno isto causará indubitavelmente a bancarrota, o pânico financeiro e a prostração mercantil, porque agora todo o negócio de alguma magnitude em sua maior parte se conduz a crédito.

     O resultado natural disto será deixar sem ocupação alguma a milhares de pessoas que só contam com seu salário para atender a sua manutenção; desta maneira o mundo se encherá de desempregados, e de indivíduos cujas necessidades desafiarão toda lei.

    Então acontecerá como está descrito pelo profeta (Ezequiel 7:10-19, IBB), não se alegre o comprador, e não se entristeça o vendedor; pois a ira está sobre toda a multidão deles e não haverá segurança de bens próprios.

     Todas as mãos se enfraquecerão, se tornarão débeis e impotentes para desviar a angústia. A sua prata lançá-la-ão pelas ruas, e o seu ouro será como inmundícia; nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do Senhor.

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Destruição de Jerusalém—70 E. C. Um retrato de tribulação sobre o cristianismo

     Não deve esquecer-se que ainda quando os últimos quarenta anos de existência nacional de Israel foram um dia de tribulação e de angústia, um “dia de vingança” sobre esse povo, terminando com o derrocamento absoluto da nação, contudo, esse dia de indignação foi somente uma sombra ou tipo de uma mais extensiva e grande tribulação que há de vir sobre o cristianismo nominal. Isto se comprova com o fato de que a história desse povo durante seu tempo de favor, como o demonstraremos conclusivamente em outro estudo, foi típica da Idade Evangélica.

     Facilmente por meio do antedito, poderão todos aperceber-se do apropriado em que estas profecias concernentes ao dia do Senhor deveriam ser, e são dirigidas mais ou menos diretamente a Israel e a Jerusalém, ainda quando o contexto claramente revela que toda a humanidade está incluída em sua realização completa.

A tribulação envolve todas as classes.

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Março 1917 Czar Nicolas II de Rússia abdica

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Novembro 1917 Revolução Bolchevista

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10 de novembro de 1989, Muralha de Berlin, símbolo da opressão comunista, se arranca

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25 de dezembro, 1989, Ditador Comunista Nicolae Ceausescu executado

     Consideremos outro testemunho profético (Sofonias 1:7-9, 14-18, IBB)

“o Senhor (Jehová, HG) tem preparado um sacrifício, e tem santificado os seus convidados. [Compare com Apocalipse 19:17.] E no dia do sacrifício do Senhor (Jeová) castigarei os oficiais, e os filhos do rei, e todos os que se vestem de trajes estrangeiros. Castigarei também naquele dia todos aqueles que saltam sobre o umbral [os saqueadores], que enchem de violência e de dolo a casa do seu senhor. ...

     [isto demonstra que neste tempo de tribulação não somente haverá um desmoronamento de riquezas e poder, mas também que aqueles que ao mesmo tempo serão os instrumentos de ocasião, depois de haver servido os fins designados pela providência divina em demolir os sistemas presentes, serão também castigados pelo seu proceder igualmente injusto e iníquo, sempre e quando que o tempo de tribulação vindoura envolverá todas as classes e causará sobre todos os sofrimentos].

“O grande dia do Senhor (dia de Jeová, HG) está perto; sim, está perto e se apressa muito; ei-la, amarga é a voz do dia do Senhor, clama ali o homem poderoso.

Aquele dia de indignação, dia de tribulação e de angústia, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão [de incertezas e pressentimentos, o mesmo que de sofrimentos presentes], dia de nuvens [tribulações] e de densas trevas, dia de trombeta [a sétima trombeta simbólica soando durante este tempo de tribulação; e a que também se denomina com o nome de trombeta de Deus por achar-se em conexão com os acontecimentos deste dia do Senhor — dia de trombeta] e de alarido [grito de guerra], contra as cidades fortificadas, e contra as torres altas [ou seja denúncias clamorosas e antagônicas aos fortes e bem assegurados governos].

E angustiarei os homens, e eles andarão como cegos [andando às apalpadas em incerteza, não sabendo que curso seguir], porque pecaram contra o Senhor; e o seu sangue se derramará como o pó, e a sua carne como esterco.

Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor [ainda quando anteriormente o dinheiro proporcionava folga e toda classe de luxos]; mas pelo FOGO do seu zelo será devorada toda a terra; porque certamente fará de todos os [ricos] moradores da terra uma destruição total e apressada.”

     Esta destruição acabará com muitos ricos no sentido de que eles cessarão de ser ricos, ainda quando, sem dúvida alguma, também envolverá a perda de muitas vidas dentre todas as classes sociais.

     Não trataremos de seguir aos profetas na descrição que desde vários pontos de vista, fazem da tribulação desse dia; no entanto, brevemente consideraremos um detalhe apresentado pelo profeta que acabamos de mencionar; tal detalhe é o FOGO de zelo de Jeová devorando toda a terra.  

     Ao mesmo fogo, etc., se refere novamente (Sofonias 3:8, 9, IBB) dizendo:

 

“Pois então darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do Senhor, e o sirvam com o mesmo espírito.” Sofonias 3:9


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O fogo do zelo de Deus é simbólico, não um fogo literal.

“Portanto esperai-me a mim, diz o Senhor (Jeová, HG), no dia em que eu me levantar para o despojo; porque o meu intento é ajuntar nações [os povos] e congregar os reinos, para sobre eles [os reinos] derramar a minha indignação, e todo o ardor da minha ira;”

     [o ajuntamento dos povos de toda nacionalidade, em comum interesse de opor-se aos governos presentes, está aumentando, e o resultado será a união dos reinos [países] para a segurança comum, de maneira que a angústia será sobre todas as nações, e todas hão de cair], pois esta terra toda será consumida pelo fogo do meu zelo.

“Pois então, [depois de efetuar-se esta destruição dos reinos, depois da destruição da presente ordem social com o fogo de tribulação e de angústia] darei lábios puros aos povos, (uma lingua pura, HG) [a Palavra pura, sem estar contaminada com as tradições humanas], para que todos invoquem o nome do Senhor (Jeová, HG), e o sirvam com o mesmo espírito.”

     Este fogo do zelo de Jeová é um símbolo, e um muito apropriado, representativo da intensidade da tribulação e da destruição que há de acontecer sobre toda a terra. Que não é um fogo literal, como alguns supõem, facilmente se deduz pelo fato de que quando terá passado o fogo, ainda subsistirão os povos e hão de ser abençoados. 

     Que não serão os santos os sobreviventes, como alguns poderiam insinuar, é também evidente, porque antes de servir o Senhor e invocá-lo com o mesmo espírito, esses terão que passar pelo tempo de tribulação e então receber “lábios puros”, visto que os santos já o invocam e estão convertidos.*

 

 

 

 

 

Outros símbolos na Escritura

*Mencionamos isto com o propósito de desvirtuar o argumento de alguns que se empenham em crer que o fogo é literal e que a mesma terra é a que há de derreter-se. Para harmonizar sua teoria, os tais pretendem que “os povos” aqui mencinados são os santos, os quais depois que a terra tenha se derretido e esfriado, voltarão a habitá-la e edificarão casas, e as habitarão; plantarão vinhas, e comerão os frutos delas, e gozarão por longo tempo das obras das suas mãos.

Eles consideram a vida presente como uns poucos anos de preparação e experiência para poder herdar a terra; se esquecem que essa experiência seria totalmente perdida no transcurso dos mil anos ou mais de experiências no ar, teriam experiências novas e diferentes, enquanto que, de acordo com sua doutrina, estariam esperando para que se esfriasse a terra.

Este é um grave erro ocasionado por uma interpretação demasiado literal das figuras, parábolas, simbolos e enigmas do nosso Senhor, dos apóstolos e dos profetas. Seguindo o mesmo erro, estes sustentam que depois do fogo não haverá mais montanhas nem mares, deixando de perceber que tudo isto, o mesmo que o fogo, são somente expressões simbólicas.

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Montanhas = Reinos

     Nas Escrituras, quando se usa a palavra terra de uma maneira simbólica, representa a sociedade; as montanhas representam os reinos; por céus se dá a entender os poderes de domínio espiritual ou religioso; os mares representam as turbulentas e descontentes massas da humanidade.

     Fogo indica a destruição de tudo aquilo que nele se arroje, seja logo joio, escória, terra (organização social) ou qualquer outra coisa.

    Quando ao fogo simbólico se lhe agrega enxofre, a idéia de destruição se intensifica, porque não existre nada tão destruidor para toda forma de vida como o fumo de enxofre.

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Céus = Poderes Espirituais

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Terra = Sociedade

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Mares = Agitadas Massas de Povo

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Fogo = Destruição

Enxofre = Destruição Mortal

A profecia simbólica de Pedro

 

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     Se mantemos presente os anteriores símbolos, ao examinar a simbólica profecia de Pedro (2 Pedro 3:6, 7, IBB), com respeito ao Dia de Ira, a encontramos de acordo com o testemunho dos profetas já mencionados. Suas palavras são:

“pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água; [nem os céus literais nem a terra literal foram os que deixaram de existir nesse então, senão a dispensação ou ordem de coisas existentes antes do dilúvio], mas os céus e a terra de agora, [a presente dispensação] pela mesma palavra [de autoridade divina] têm sido guardados para o fogo”.

     O fato de que a água foi literal, faz alguns alegar aque o fogo deve ser também; não obstante tal coisa não se pode sacar em conseqüência.

    O templo de Deus num tempo foi na realidade construído de pedras, e entretanto, isto não põe de lado o fato de que a Igreja, a qual compõe o verdadeiro templo, e que está edificando-se sobre uma estrutura espiritual, um templo santo, não se forma de materiais terrestres. A arca de Noé foi na realidade construída de madeira, mas era ao mesmo tempo típica de Cristo, junto com o poder nele depositado, por meio do qual reabastecerá o mundo e reorganizará a sociedade.

“Mundo de então” = Ordem social antes do Dilúvio

Templo de Deus = Igreja Verdadeira

Arca de Noé = Cristo

Céus e Terra Atuais = Ordem Social e Eclesiástica Atual

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Os céus e a terra simbólicos passarão na grande tribulação.

“Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça.” 2 Pedro 3:13

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. . . a terra permanece para sempre.” — Eclesiastes 1:4

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Apóstolo Pedro

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Apóstolo João

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Apóstolo Paulo

 

Os símbolos do Profeta Malaquias

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“Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor [sem ser percebido], no qual os céus [os atuais poderes do ar, dos quais Satanás é o chefe ou príncipe] passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra [organização social], e as obras que nela há [orgulho, graduações, aristocracia, realeza], serão descobertas (se queimarão, AL).

“Os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão. Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus [os novos poderes espirituais — o reino de Cristo] e uma nova terra” [a sociedade terrestre organizada sobre novas bases, sobre as bases do amor e da justiça, em vez da força e da opressão]. — 2 Pedro 3:10-13, IBB.

    Deveria recordar-se que alguns apóstolos foram ao mesmo tempo profetas, especialmente Pedro, Paulo e João. Ainda quando como apóstolos eram mensageiros de Deus que em benefício da Igreja expunham as coisas ditas de antemão pelos outros profetas, também foram usados como tais para predizer as coisas vindouras, as quais, à medida que o tempo oportuno para seu cumprimento vai chegando, tornam-se em sustento (alimento) a tempo para a família da fé, e para cuja distribuição, ao chegar a ocasião oportuna, Deus levanta servos apropriados ou intérpretes. (Leia as palavras do Senhor sobre este acontecimento em Mateus 24:45, 46.)

      Como profetas, os apóstolos sentiram ímpetos de escrever certas coisas que, não sendo o tempo oportuno para isso, a duras penas podiam apreciar, de igual maneira que sucedeu com os profetas do Antigo Testamento (1 Pedro 1:12, 13), ainda que, como com eles, as suas palavras foram guiadas e dirigidas até o grau de ter uma profundidade de sentido de que eles não se aperceberam ao usá-las.

     Desta maneira, e sem lugar a dúvida, vemos como a Igreja é sempre alimentada e dirigida pelo mesmo Deus, seja quem for seu porta-voz ou canal empregado para efetuar a comunicação.

    O entendimento disto, resulta em maior confiança e segurança na Palavra de Deus, apesar das imperfeições de alguns de seus porta-vozes.    

    O profeta Malaquias (4:1, IBB) falando sob o mesmo símbolo com respeito deste Dia do Senhor, disse:

“Pois eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como o restolho; e o dia que está para vir os abrasará, ... de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.”

     O orgulho e toda outra causa da qual poderia novamente brotar a soberba e a opressão, serão totalmente consumidos por meio do grande tempo de tribulação e de angústia no dia do Senhor, e por meio de subseqüente disciplina aplicada durante a Idade Milenária, das quais a última está descrita no Apocalipse 20:9.

A soberba e a opressão serão totalmente consumidas.

     Mas ainda quando o orgulho (em todas suas formas pecaminosas e detestáveis) será por completo extirpado e destruídos todos os orgulhosos e os que obram a iniqüidade, isto não dá por assentado que não se pode abrigar esperança de reforma por parte de membros de tal classe.

    Não; graças a Deus, enquanto estará ardendo este fogo de justa indignação, o Juiz concederá uma oportunidade para arrebatar alguns deles (Judas 23), e somente os que rejeitarem a ajuda, perecerão juntamente com seu orgulho, por haver feito parte de seu caráter e recusam a reforma, negando-se a corrigir o seu procedimento.

 

 

 

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     O mesmo profeta apresenta outra descrição deste dia (Malaquias 3:1-3, IBB), em que novamente, sob a figura de fogo, nos mostra como os filhos de Deus serão purificados, abençoados e acercados a Ele, depois de destruir neles a escória do erro. Suas palavras são como segue:

“e o anjo (Mensageiro) do pacto, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o Senhor dos exércitos. Mas quem suportará o dia da sua vinda? e quem subsistirá [passará a prova], quando ele aparecer? 

“Pois ele será como o fogo de fundidor ... assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi [típicos dos crentes, dos quais, os mais proeminentes são os que formam o Sacerdócio Real], e os refinará como ouro e como prata, até que tragam ao Senhor (Jeová, HG) ofertas em justiça.”

Fogo simbólico destruirá completamente a todos os erros.

 

 

Ouro, Prata e Pedras preciosas simbolizam Verdade Divina e Caráter Correspondente.

 

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     Paulo se refere ao mesmo fogo e a este processo refinador que há de ocorrer entre os crentes no dia do Senhor (1 Coríntios 3:12-15, IBB), de tal maneira que não dá lugar à menor dúvida com respeito à destruição de todos os erros por meio do fogo simbólico, efetuando assim a purificação da fé.

    Depois de indicar que apenas se refere aos que hão edificado sua fé sobre o único fundamento reconhecido, a obra terminada, disse:

“E, se alguém sobre este fundamento levante um edifício [caráter] de ouro, prata, pedras preciosas, [verdades divinas e un caráter correspondente, ou] madeira, feno, palha [tradições errôneas e um caráter correspondente inseguro], a obra de cada um se manifestará; pois AQUELE DIA a demonstrará, porque será revelada no FOGO; e o fogo provará qual seja a obra de cada um [2 Pedro 1:5-11].”

     Com certeza que ainda a pessoa mais cheia de idéias preconcebidas estará pronta a admitir que o fogo para provar uma obra espiritual não pode ser literal; o fogo é um símbolo muito apropriado para indicar a destruição total das coisas aqui representadas por madeira, feno e palha. Tal fogo será impotente para destruir a fé e o desenvolvimento do caráter edificados com o ouro, a prata e as pedras preciosas da verdade divina, e que como fundamento têm a rocha do sacrifício redentor oferecido por Cristo.

     O Apóstolo indica isto dizendo:

“Se permanecer a obra que alguém sobre ele [sobre Cristo] edificou, esse receberá galardão [seu galardão será em proporção à fidelidade em edificar e fazer uso da verdade para o desenvolvimento de um caráter verdadeiro — revestindo-se de toda a armadura de Deus]. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo [prejuízo de perder a recompensa por causa da infidelidade]; mas o tal será salvo, todavia como que pelo fogo.”

Todos os que edificam sobre a rocha fundamental do resgate ofertado por Cristo, podem sentir-se seguros, porque jamais será confundido o que confia em sua justiça e méritos, aceitando-os como o manto que cobre suas imperfeições.

    Aqueles que depois de chegarem a um conhecimento claro e completo de suas obras, e apesar de tudo, cientemente o rejeitem, estarão expostos a sofrer a segunda morte. — Hebreus 6:4-8; 10:26-31.

Uma tempestade simboliza a tribulação do Dia do Senhor.

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     A tribulação e a angústia do dia do Senhor se descreve simbolicamente, ainda de outra maneira. Em Hebreus 12:26-29, IBB, o Apóstolo mostra que a inauguração do Pacto da Lei no Sinai tipificou a do Novo Pacto, com o mundo, nos alvores da Idade Milenária ou reino de Cristo.

    Disse que em tipo a voz de Deus abalou [fez tremer] a terra literal; mas agora tem ele prometido, dizendo:

“Ainda uma vez [para concluir] hei de abalar não só a terra, mas também o céu.” 

Respeito a isto o Apóstolo dá a seguinte explicação: 

“Ora, esta palavra — Ainda uma vez — significa a remoção das coisas abaláveis, como coisas criadas [falsas, postiças, não verdadeiras], para que permaneçam as coisas inabaláveis [somente as verdadeiras, as justas, as legítimas]. 

“Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor, pois [como está escrito] o nosso Deus é fogo consumidor.”

     Vemos desta maneira como o apóstolo faz uso de um furacão simbólico para representar a tribulação e angústia deste dia do Senhor, a qual ele e outros profetas, em diferentes partes a mencionam sob o símbolo de fogo. Os mesmos acontecimentos a que se faz referência nesta parte são os descritos sob o símbolo do fogo, indicando assim a completa varredura do refúgio de toda teoria falsa, tanto entre os crentes como entre os do mundo; o desvanecimento das idéias errôneas com respeito à Palavra, ao plano, e caráter de Deus, e a demolição dos erros tocantes aos afazeres sociais e civis do mundo.

     A remoção destas maquinações perecedoras, as que o homem tem aceitado devido a seus próprios desejos depravados e por causa das astúcias de Satanás, o astuto inimigo da justiça, será uma coisa beneficiosa para todos, ainda quando ao serem removidas não deixarão de ocasionar sérios transtornos a todos os que se achem de alguma maneira identificados com elas.

    Será um fogo em extremo ardente, um impetuoso vendaval, uma noite tenebrosa de angústia indizível, mas assim e com tudo, será o precursor dos gloriosos resplendores desse Reino de Justiça que não pode ser abalado, desse dia Milenário em que o Sol da Justiça brilhará em resplendor e poder, e curando a um agonizante, mas já redimido mundo. — Compare Malaquias 4:2, IBB e Mateus 13:43.

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Uma noite escuro de tribulação precederá o glorioso resplendor do reino de justiça.

 

O Salmista Davi vivamente describe esse Dia de Tribulação.

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
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Therefore will not we fear, though the earth be removed, and though the mountains be carried into the midst of the sea;
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“Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares;
Though the waters thereof roar and be troubled,
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Ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza.” Salmo 46:1-3

     Davi, o profeta, por meio de cujos Salmos Deus alegrou-se em predizer tantas coisas concernentes ao nosso Senhor no seu primeiro advento, dá também algumas descrições vívidas deste dia de tribulação, por meio do qual será introduzido seu reino cheio de glória; ele em suas descrições, usa estes vários símbolos — fogo, furacão e trevas — alternadamente e de modo trocável.

    Por exemplo, no Salmo 50:3, IBB, disse:

“O nosso Deus vem, e não guarda silêncio; diante dele há um fogo devorador, e grande tormenta ao seu redor.”

No Salmo 97:2-6, IBB: “Nuvens e escuridão estão ao redor dele; justiça e eqüidade são a base do seu trono. Adiante dele vai um fogo que abrasa os seus inimigos em redor. 

“Os seus relâmpagos alumiam o mundo; a terra os vê e treme. Os montes, como cera, se derretem na presença do Senhor, na presença do Senhor de toda a terra. 

“Os [novos] céus [então] anunciam a sua justiça, e todos os povos vêem a sua glória.”

No Salmo 46:6, IBB: “Bramam nações, reinos se abalam: ele levanta a sua voz, e a terra se derrete.”

Novamente (Salmo 110:2-6, IBB) “Domina no meio dos teus inimigos. ... O Senhor, à tua direita, quebrantará reis no dia da sua ira. Julgará entre as nações; enchê-las-á de cadáveres; quebrantará os cabeças [governantes] por toda a terra.”

Também no Salmo 46:1-5, IBB; “Deus é o nosso refúgio ... Pelo que não temeremos, ainda que a terra [a sociedade] se mude, e ainda que os montes [os reinos] se projetem para o meio dos mares [atirados com violência pelas massas turbulentas]; ainda que as águas [quando estão enfurecidas] rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. ... Deus a ajudará [a Noiva, o fiél ‘pequeno rebanho’,] desde o raiar da alva.”

     No